qua, 15 de agosto

Trabalhar em colaboração é preciso, mas como colocar isso em prática?

Em uma época de mudanças constantes e excesso de informação, é fundamental trabalhar em colaboração. Afinal, ter as rédeas de tudo o que acontece é uma ilusão neste cenário, em que tudo muda muito rápido. Mas se colaboração é a palavra da vez, o que significa realmente colocá-la em prática?

A definição pura e simples é que, neste modelo, não há um líder que concentra todo o conhecimento e, portanto, o processo de tomada de decisões. Ao contrário: uma equipe, formada por indivíduos com repertórios e competências diversas, colabora com suas visões distintas para enriquecer discussões e encontrar soluções conjuntas, ainda que a decisão final caiba a uma pessoa.

Na teoria, o conceito parece ideal para o ambiente corporativo atual ser competitivo e saudável. No entanto, implementar ações práticas que estimulem a colaboração é mais difícil. Especialmente porque envolve, muitas vezes, uma mudança de comportamento que vai além do perfil profissional dos colaboradores. Exige habilidade para trabalhar com diferenças, entender que há pessoas que sabem mais do que você sobre os mais diversos temas, e acreditar no conhecimento do outro. E isso significa aceitar que cada um, em seu campo, sabe o que está fazendo e é capaz de tomar decisões com base nisso. Respeito é a palavra-chave.

A troca de ideias, sugestões e discussões são parte deste processo enriquecedor, que agrega conhecimento a todos os colaborares. E pode, também, ser libertador, uma vez que ninguém precisa, sozinho, ter todas as respostas e soluções.

O conceito parece novo, mas passa por uma ideia muito antiga que remete aos primórdios da civilização: em grupo chegamos mais longe do que sozinhos. O importante é que todos almejem o objetivo comum, e reconheçam o papel, o conhecimento e a contribuição que cada um pode trazer.

O papel do gestor na condução deste processo é decisivo

Seu papel é articular para que o conhecimento seja trazido à tona, possibilitando que as decisões sejam tomadas no local certo, pela pessoa apropriada dentro do contexto que a empresa determina. A liderança não deve existir somente para autorizar decisões, mas para dizer como chegar a estas decisões, em conjunto. Estimular a confiança mútua, para garantir a liberdade de contribuição a cada integrante de sua equipe é crucial. Quando o colaborador se sente seguro de compartilhar seu conhecimento e seu repertório, o ambiente torna-se favorável à criatividade e inovação.